terça-feira, 1 de março de 2011

Dedim de prosa - Parte 07


Raul Seixas e Zóio seguiram da Pousada do Caminheiro rumo ao centro da reunião secreta.

Aquele plano suprassensorial era interessante. O céu era cor de baunilha e as criancinhas brincavam de espetar umas às outras com seus tridentes e rabinhos pontiagudos – sim, aquela história de que crianças são anjinhos aqui não é verdadeira não... - .

O que mais impressionou o Zóio foi a quantidade de mulheres. Todas de todos os tipos... E Raul interpelou...

_ Poxa bicho, essas diabinhas são danadas... Vai ver daqui a pouco quando o trio elétrico com o pessoal de Bandeira do Sul chegar... Um calor só!

_ Percebi mesmo...

Zóio ficou impressionado com a autoridade do Raul... Todo tipo de gente venerava o cara. Era “toca Raul para lá” e “Toca Raul para cá”... Aquelas coisas bem do tipo bêbado no final de noite mesmo. Zóio se sentiu envaidecido, imaginando que um dia diriam “olha o Zóio para lá”, “olha o Zóio para cá”...

Aí pula uma parte chata da história e de repente chegam num castelo. O palco já estava armado, e havia uma grande poltrona atrás desse palco com símbolos do ocultismo, como o Santo Graau, pentagramas os mais diversos, cruzes sovásticas e soásticas... E uma infinidade de coisas referentes a coisas situadas entre o lá e o aqui.

Havia ainda mais 5 poltronas com adornos específicos às funções desempenhadas por cada ocupante, formando um pentagrama inscrito num círculo e mais duas poltronas suavemente mais elevadas de fronte ao palco e lateralmente às 2 colunas que encerravam a silhueta da porta de entrada.

Enquanto Zóio pensava “e eu?”, Raul Seixas disse...

_ Na verdade, esse palco servirá de altar antes do show...

_ “Tô” ligado... Mas e onde eu entro nessa estória?

_ Poxa, Zóio... Tu és a verdadeira história...

_ Agora é o seguinte, cara: hoje o teu cargo se elevará.

_ Uai... Agora estamos falando meu “mineirês”... Fala aí o que vai rolar... Mas e o patrão, “cadê” ele?

_ Uai, Zóio, não me reconhece? Posso ser quem eu quiser, inclusive toda ficção que habita o imaginário coletivo dos esotéricos, maconheiros e músicos (exceto o Ventania que é desesperadamente o fim)... HAHAHAHAHA

_ Só... - E Zóio, o Herói Esotérico do Brasil, ficou perplexo e arrependido de não ter pegado o autógrafo do Raul Seixas...
_ Zóio, é o seguinte. Tá vendo aquele triângulo dourado ao lado daquelas velas vermelhas, amarelas, brancas e pretas?

_ “Tô”.

_ Mas então por que está olhando para o outro lado?

_ PORQUE SOU ESTRÁBICO, PORRA! - E o patrão do Zóio caiu na risada... e o Zóio ficou nervoso, muito nervoso.

_ Ai ai ai, assim me mata de rir, zambetão... Mas enfim, é que como sabe também tenho um patrão. Aquilo ali é o delta do “Olho Que Tudo Vê”! É através dele que vai expôr teus lindos olhinhos tortos. É só sentar atrás do vidro onde tem uma mesinha... Tu farás o relatório da reunião.

_ Por acaso usar dos meus olhos vesgos seria parte de algum plano diabólico para enganar o seu patrão, e assim Ele não intervir nas ações dos anticristo?

_ kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Claro que não Zóio, imagina. Cristo não tem nada a ver com essa estória. O importante é saber usar dos óculos que dei a você.

_ Mas e essa “capetaiada” sentada? Eles têm coração?

_ Claro Zóio.

_ Vou apresentá-los um a um.

Aquele ali é o ...


CONTINUA

Dedim de prosa - Parte 06


E Zóio, o Herói Esotérico do Brasil em função, acompanhado de seu predecessor, acordou n'outra dimensão.

_ Ei, Raul, onde estamos?

_ Tu eu não sei, mas eu estou sentado em minha cama tomando meu café pra fumar, afinal de contas sou um canceriano sem lar...

_ E onde estão as minhas moedas que guardei para os “poupançudos” da Caixa Econômica Federal?

_ Poxa bicho, o dinheiro da pinga? Dei pro barqueiro.. Lembra não, é?

_ Tinha barqueiro na entrada da gruta???

_ Pode crer.

_ Sim, eu creio em tudo.

_ Zóio, é o seguinte, hoje parece que você está liberado de fazer o churrasco para curtir a festa. Agora “tá” rolando uma reunião secreta dos chefões. Vou fazer um soul pra ambientar o lance... Ventania abriu o show mas parece que não deu certo... começou falar que os caras eram caretas, e uma apologia danada, e aí anteciparam minha entrada.

_ Mas quem vai tocar com você?

 _ Um tal de Felipe Gabriel de Alfenas e o Nathan Mesquita de Morais de Campos Gerais.

_ Mas quem fará o churrasco?

_ Contrataram um tal de Zé Maria. Dizem que o cara é foda, já fez churrasco até no Jardim do Éden e na Índia.

_ Poxa, Raul, conhece tudo mesmo, cara.

_ É, meu jovem acólito Zóio... Já que não podemos mexer a vida das pessoas (nem na transitividade direta do nosso último verbo), nos resta cantar... E fazer os corações e as mentes das pessoas vibrarem em nossa sintonia. Venha comigo... Vamos dar um olhada nos bastidores. Vou te apresentar os Caras.

CONTINUA.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dedim de prosa - Parte 05


Anualmente acontece a Conferência Internacional dos Líderes dos Principados Terrestres, também conhecido como G7.

Zóio, o Herói Esotérico do Brasil, estava preocupado... Provavelmente iria a julgamento pelo mal uso dos poderes.

Ao enxergar o coração das pessoas, não sabia que isso não implicava mudar os karmas das mesmas... - Zóio entendeu o karma como sendo uma trama existencial específica da evolução de uma alma, tendo relações diretas com suas diversas encarnações e mundos paralelos. Vulgarmente: a tal da predestinação.

Zóio entendeu a dor das pessoas... E quis ajudá-las, mudando seus destinos. As consequências não foram tão boas quanto as intenções...

O jagunço cangaceiro fora assassinado com uma chave de roda de trator. Seu assassino, movido por fortes emoções de ciúme, assim o fez.

Algumas prostitutas, que Zóio resolveu retirar “da vida”, voltaram à “vida” porque gostavam. As que não, caíram nas armadilhas de seus vazios existenciais.

Zóio começou entender que a prova maior do amor de Deus era não nos escutar. Todo mundo ia ter que ganhar na loteria, a morte sumiria...

Zóio muito deprimido, sabendo que deveria angariar almas para o inferno, percebeu que assim o fez supostamente tentando salvá-las.

Zóio, muito triste, acendeu um baseado e voou para São Tomé das Letras, sede da última Conferência antes de 2012... Chegando lá, resolveu chutar o balde. Pousou no meio da galera toda muito louca e... Ninguém deu bola.

No alto da pirâmide, Zóio, que recebeu esse apelido devido ao fato dos seus olhos serem a “janela da alma”, chorou.

Mas aí sentiu uma presença ímpar ao seu lado. Um sujeito com um violão começou tocar uma canção cujo refrão era “ O meu egoísmo é tão egoísta que o auge do meu egoísmo é querer ajudar...”.

Zóio espantou-se... Tratava-se nada mais nada menos que o próprio Raul Seixas.

_ Como assim?

_ Como assim como assim o quê, Zóio, meu brow? Estava eu ali sentado na lua declamando uns versos para Lilith quando eu escutei tu chorando... Sabe essa capa, essas asas e esses teus óculos? Foram meus...

_ “Porque quando eu jurei meu amor eu traí a mim mesmo, hoje eu sei, que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez...” Essas inscrições na capa então foram suas?

_ É, cara, uma vez tive uma inspiração alucinada, mas aí não tinha papel, aí anotei na capa mesmo. Esqueci de limpar antes de devolver...
_ Então Raul Seixas foi o primeiro Herói Esotérico do Brasil!

_ Eu e meu amigo Paulo, mas ele vendeu a alma à Academia Brasileira de Letras e foi expulso da galera esotérica.
_ Já é, estou ligado. Mas e aí Raul... O que fazer?

_ Bicho, é o seguinte. Tu era churrasqueiro, certo? Então vamos dar um passeio nessas tuas asas de segunda mão, acender a fornalha e fazer o churrasco de pré-carnaval da galera dos Principados e Potestades. Aproveita e me dá um 2 aí...

Assim, Raul Seixas montou nos ombros de Zóio com seu violão, e decolaram cantarolando pelo céu de São Tomé das Letras... Até que pousaram na Pedra do Amendoim e adentraram pela gruta para atingir a dimensão da festa... É, só vendo para crer.

CONTINUA.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dedim de prosa - Parte 04 (continuação da publicação do dia 16/02/2011)


Zóio, nosso herói esotérico teve um surto nacionalista ao modo de Policarpo Quaresma e Macunaíma, e resolveu reescrever a estória conforme o regimento governamental ainda atuante no Brasil, no estilo de “O Bem Amado” do Dias Gomes.

Isso resultou no retorno semântico do “Brazil” ao Brasil com “s”. Dessa forma, a todos que se sentiram incomodados, está resolvido o problema.

Assim, Zóio, o Herói Esotérico do Brasil, saiu voando com suas asas de segunda mão, em posse de seu novo equipamento de ampliação da visão tentando enxergar seu próprio coração.

Eram óculos escuros, e Zóio resolveu dar um passeio no deserto mais próximo, o sertão do Brasil.

Durante sua retirada de 39 dias no deserto, não fez jejum. Pousou em vários bares de copos sujos e degustou todos tipos de cachaça que encontrou. Mas na hora que achou uma cervejinha chamada Brahma (que também “desce redondo”), o “bip” invisível de seus óculos mágicos disparou.

Acontece que apareceu no boteco um sujeito com cara de mal querendo um metro de pinga. Mas tinha que ser um metro de pinga. Esse sujeito sacou um facão da bainha e fez um risco no balcão... E Zóio só de zóio...

Depois da pinga colocada, o sujeito com cara de mal maniado com a ideia de jagunço pediu um canudinho e começou a chorar bebendo tristemente seu metro de pinga...

Zóio ficou com pena do jagunço cangaceiro meio afeminado e foi conversar um pouquinho com o rapaz.

Havia uma fresta no pau-a-pique por onde penetrava um raio luminoso que, rodeado pela sombra, formava um cone onde a poeira se destacava em partículas quase microscópicas.

O jagunço começou explicar que tinha sido criado pela finada avó Damiana, e que o figurino foi a única herança que lhe sobrou de toda sua miséria. Na tentativa de minimizar a culpa e virar homem de verdade (como sua avó sempre lhe sugeria), resolveu sair matando moscas no sertão, e tomando umas pingas pra tomar coragem de fazer esse grande mal.

Zóio, tomado de súbito despertar da consciência, tendo seu chacra coronário iluminado pela pouca luz que rasgava as sombras do bar de pau-a-pique e enxergando o coração meio rosa do jagunço pingaiada, começou sua retórica acerca do universo.

_ Tá vendo essa cerveja?

_ Claro, não sou cego, seu vesgo!

_ Olha como fala: afinal eu sou o Zóio, o Herói Esotérico do Brasil.

_Que que tem essa cerveja?

_ Então, ela se chama Brahma.

_ E...

_ Brahma é o Deus esotérico que representa o potencial da força criadora ativa no universo.

_ Sei... Então quem bebe cerveja bebe também a força criadora do universo?

_ Uai, de certa maneira, e se não dirigir bêbado, acho que sim... Pergunta difícil, sô...

_ Mas de que isso me interessa? Olha o facão!

_ Vou te contar uma história... Brahma é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também conhecida como Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa. Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brahma movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brahma criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original (não é a cerveja Original não...). Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brahma criasse uma quinta cabeça olhando para cima, e foi assim que Brahma veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.

_ Nossa que história linda! Mas o que eu tenho com isso, seu zaroio?

_ O Sol não escolhe quem iluminar. Ele busca a beleza da criação em todos os lugares, dispersa sua luz para todos, não havendo, pois, para ele, nenhuma diferença entre todos os seres vivos que buscam sua essência. Para esse Sol que nos dá a vida, sendo esse Sol nada mais na menos que o coração de um grande anjo, todos são iguais, e o egoísmo é o sentimento de existir. Siga seu caminho conforme seu coração, e pare de matar moscas para parecer macho...

_ Sério, mas como pode ver que o Sol é um anjo?

_ Por causa desses óculos especiais que o irmão dele me deu.

_ E por que usa essa capa preta?

_ Pra esconder minhas asas... Mas mudando de assunto, por que não tira essa roupa de cangaceiro e liberte as asas da sua imaginação?

_ SIM!

E assim, o jagunço afeminado atirou para o alto suas tralhas de miséria de vontade e representação e, como não havia rosas, saiu beijando os cactos, porque o que importa na moral da história são os espinhos (embora nas rosas sejam acúleos, anexos epidérmicos).

Depois da missão cumprida, Zóio pediu mais uma cerveja Brahma “saidera”, e fez um um brinde ao coração Sol que a todos ilumina...

As aventuras de Zóio, o Herói Esotérico do Brasil com “s” continuam...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Segunda-Feira


Fazer, realizar e ser. Não encontrar... SER encontrado. Desmascarar o destino entusiasmado achando que haveria algo melhor do que sabia... Mas não havia.
A coisa era o que tinha que ser. As pessoas fizeram o que tinham de fazer... E para mim nada mudou, a não ser a realização do silêncio que só não silencia meus pensamentos.
Atitudes coerentes? Não...
Reitero: na vida é melhor viver sozinho.
Acho que se não houver o choro de ninguém na hora de minha morte ficará mais fácil de ir sem olhar para trás...
Por isso, serei o último.
Permanecerei apenas para reconfortar com mentiras boas de acreditar a dor daqueles que perderam o corpo... Embora a vida já houvesse se esvaído há muito.
Sim... Triste.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dedim de prosa - Parte 03 (continuação da publicação do dia 11/02/2011)


Zóio, o Herói Esotérico do Brazil, teve graves problemas com o pessoal da saúde. Das faculdades ao trabalho em campo, uma “drogaiada” danada... Acidentou-se depois de cheirar umas carreiras com estudantes de medicina e entrou numa briga feia de faca com uns guinomos que apareceram depois da maconhada no interodonto. Acabou indo parar num pronto socorro ortopédico de um hospital universitário, em que o Dr. estava virado há 3 dias de plantão e acabou invertendo a posição das asas do Zóio na hora de recolocá-las.

Zóio convocou uma reunião de urgência com o patrão. Acendeu lá umas velas pretas, pendurou uma galinha de cabeça pra baixo, comprou um litro de sangue de bode sugado por morcegos da Escócia Antiga e ia matar uma criancinha também... Mas aí surgiu o patrão dizendo que não precisava nada daquelas palhaçadas. Disse estar dentro do Zóio assim como o patrão do patrão do Zóio também estava. Disse que esse rituais só dissimulam tão pequena e ridícula é a imaginação humana quanto ao bem e o mal. Mas enfim... depois da “carcada” que o Zóio tomou...

_ Uai, você não era chifrudo? Tá bonitinho hoje parecendo um arcanjo... kkkkkkkk
_ Imaginei que o assunto fosse importante, Zóio. Tenho mais o que fazer... Embora tenha quase todo tempo do mundo.
_ Como assim quase todo tempo?
_ Não tenho o tempo anterior a mim. Mas diga logo, como anda nosso projeto?
_ Primeiro gostaria de um aumento por insalubridade. Segundo: essa galera vai ter toda que ir para o inferno... Se o pessoal da saúde está assim, imagina os assistidos... O que vai me desanimar é ter que carregar um por um...
_ Zóio Zaroio Zambeta... Ainda não o enviei para as faculdades de direito, tribunais e delegacias... Então não reclame!
Está na hora das pessoas entenderem porque você é um herói esotérico. Ficar anunciando fim do mundo nos vagões dos trens não sustentará mais o seu título... Você precisará, antes de julgar as pessoas, enxergar seus corações, e o mistério da vida que sustenta tudo...
_ Mas patrão, eu sou vesgo, não enxergo...
_ Exatamente por isso você me viu caindo em chamas e veio ao meu socorro.

O patrão do Zóio deixou um par de óculos com as seguintes instruções: Lentes para enxergar o coração das pessoas. O manual está dentro do seu próprio coração. Comece por ele.

Continua.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

E qual a "moral" da história?


Fui ensinar aquela mesma afilhadinha a nadar sem aquelas boinhas coloridas... sabe?

“_ Vem, pode pular, eu protejo você!”
_ Mas e se eu pular e você não me pegar?
_ Aí você vai afogar, uai”
_ É engraçado você falando uai... - e pulou.

Prossegui...

“ _ Agora vamos imaginar como os peixinhos nadam para raciocinarmos e você vai copiar...
_ Mas eu não sou um peixinho, Fal, eu vou afogar!
_ Mas é só uma maneira de explicar, você é uma menininha.
_ Mas então por que me ensinar nadar como algo que não sou?
_ Por que devemos aprender com a natureza maneiras de sobrevivermos e nos comportarmos....
_ Mas como você vai me explicar como fazer o que a coisa é a partir do que não sou?
_ É uma historinha...
_ Mas historinhas não são de verdade, e se eu me afogar?
_ Historinhas são metáforas, meu bem.
_ Metáforas? Mas esse não é o nome da sua banda de rock?”

Exausto desisti e instalei novamente as boinhas coloridas e ela nadou melhor, não por nadar de verdade, mas pela segurança que o mundo colorido às vezes trás...

E foi verdade, a levadinha tem só 3 anos.